Eu acredito que só conseguimos ver e entender aquilo o que somos. Caso tenhamos a capacidade de entender aquilo o que não somos, na verdade temos uma idéia muito aprofundada, entretanto não chagamos a compreender.  Como saber, por exemplo, como pensa uma formiga ou um urso se nunca o fomos? Como saber como pensa o outro se nunca o fomos. Querendo ou não, eu acredito que medimos o outro sempre a partir da nossa própria régua. Não podemos medir o outro por uma régua desconhecida.

Eu acredito que é por isso que tantos problemas existem, tanta discórdia, tanta desavença. Acredito que por isso precisamos ser melhores, para podermos enxergar o outro de uma forma melhor. Vemos, hoje, em nosso país, as pessoas reclamarem dos impostos, da corrupção, da criminalidade, da discriminação, da injustiça… Será que ao alcança delas, elas já fizeram o mínimo para mudar essa realidade? Na maioria dos casos faz-se o mínimo e acredita-se que muito foi feito.  No que se refere aos políticos, já vi muita gente chamando-os de ladrões, entretanto, falam que se os fossem também seria corrupta. Essas pessoas tem o direito de reclamar? Há alguns dias tenho ouvido pessoas falarem que político bom é o político que rouba, mas faz. Esse tipo de pessoa está certa? Acredito que se essa pessoa fosse eleita faria isso que fala que é bom. Essa pessoa pode se julgar honesta em qualquer outra situação? Meu conceito de honestidade é bem simples: somos honestos em qualquer situação. “Situações pequenas”, “situações grandes”… Não importa o tamanho da tentação, a honestidade do verdadeiro honesto é honesta!

Muita gente reclama por ser julgada pelas outras pessoas, entretanto não percebe que na maioria dos casos faz a mesma coisa. Essa pessoa tem o direito de reclamar? Ela reclama do julgamento por saber o que pensa uma pessoa que julga. Eu mesmo percebo que só consigo perceber em outra pessoa aquilo que já fiz ou sou capaz de fazer. Um exemplo interessante para isso é o caso dos homossexuais: Qual será o motivo deles saberem em quais pessoas eles devem “investir”? Simples: Eles sabem qual é o comportamento de alguém que sente o mesmo que eles.

É por isso, que para não ser julgado pelos outros, ou não precisar me importar com o que pensam aqueles que eventualmente podem vir a me julgar, eu mesmo paro, analiso as minhas ações, e caso esteja errado, decreto uma sentença! Acredito que o justo não precisa de juízes, pois a sua própria consciência já pune o suficiente. Para o justo, admitir e corrigir os próprios erros não é vergonha: é apenas uma forma de crescer.

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