Para mim não é tão necessário que as pessoas me falem o que sentem. É mais necessário que falem o que fazem ou o que fizeram: Isso eu não consigo saber ao olhar em seus olhos. Olho nos olhos das pessoas que mais amo e percebo o que sentem por mim. Se pergunto o que sentem é por não me conformar com o que vejo ou pelo prazer de ver o que vejo ser confirmado. Seria maravilhoso se não fosse necessário que eu precisasse traduzir em palavras o que os meus olhos falam constantemente. Mas eu sei que se não fosse necessário mesmo assim eu o faria.
Não sei se apenas eu percebo, mas o sentimento transborda pelos olhos, se faz sentir por meio de ações e gestos. Quando sentimos somos obrigados a ser livres. O sentimento não pode ser engaiolado, engavetado ou disfarçado. Nem que seja por uma brecha, uma fresta, uma aresta, ele consegue passar e mostrar-se.
Nem os “maus” sentimentos podem ser aprisionados. Na verdade esses é que devem ser libertados. Para que o seu excesso vá embora e possamos novamente nos equilibrar. É isso que acontece quando estou perto de um amigo tão amado e querido como é você. Não só um amigo, mas um companheiro, um irmão, uma companhia, um ombro amigo, uma família, um porto seguro…
Amigo, para mim, você é mais bonito que o céu estrelado, mais harmonioso que o som do balanço das arvores, mais calmo que as águas de um lago, mais forte e expressivo que as ondas do oceano e mais revigorante que o nascer do Sol.
És assim apenas por um motivo: Aprendesses a amar-me com meus defeitos e qualidades. Mesmo assim, não espero que te conformes com meu jeito de ser, pois a união promove a mudança. O teu melhor com o meu melhor… os teus defeitos com os meus defeitos… a minha reflexão com a tua… as minhas lágrimas com as tuas… os meus risos com os teus… o meu ser com o teu… É disso que se faz a amizade: da soma, da divisão, da multiplicação, da adição. Dessa conta inexata é que se faz amizade; dessa conta inexata é que se faz a vida.
 
Viver é amar! A vida sem amor é apenas existência!
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