Eu não sei se tem hora pra tudo, mas eu acredito que cada coisa tem a sua hora. Mesmo que não possamos fazer todas as coisas. Também não sei se estou certo, mas estou certo de que o bem e mal não existem. Eu acredito que pra cada coisa tem uma hora, um minuto ou um segundo… A questão é que acredito que todas as coisas, todos os sentimentos, todas as ações são necessárias, quando aplicadas em suas medidas exatas. Acredito que o “mal” tem sua hora, acredito que o “bem” tem sua hora. Assim não podem esses dois ser maus ou bons: podem ser necessários.

Tem muita gente que fala que quem vive de passado é museu. Eu discordo! Não acredito nessa afirmativa unicamente por acreditar que somos hoje nada mais que a reunião de todo o nosso passado. Como poderíamos ser o presente se este nem mesmo sentimos? Sabemos que houve presente apenas quando esse já se tornou passado. E o futuro: Esse jamais alguém verá! E o passado? Não podemos falar com certeza sobre tudo o que aconteceu, mas é por causa desse passado que sabemos que vivemos e que somos e fomos alguém ou alguma coisa. É por isso que eu gosto do passado: por ele me mostrar o presente e por ele me mostrar que vivi. Alguns podem achar chato, melancólico, tedioso, triste… mas eu acredito que é a nostalgia que nos dá um dos maiores presentes: o sentimento de ter vivido, convivido e compartilhado. A vida é bem curta! As pessoas são maravilhosas e gigantescas dentro de nossos corações. É por isso que chorar diante dessas lembranças nos faz tão bem. Da mesma forma que há tempo para sorrir, demonstrar felicidade, brincar, “viver o agora”… também existe a hora de chorar, sentar e lembrar do passado. A eternidade é o passado, pois ele sempre existe depois que acontece e é a única coisa que não pode ser desfeita, mudada ou apagada.

Muitos já falaram que eu sou um chato, que pareço um velho, que sou muito sentimental e que também sou uma pessoa sem sentimentos… Na verdade, acho que sou sómais um homem. E por isso infinito. Assim todas as definições me cabem. Afinal, por ser um homem, sou um pouco de tudo: Um pouco de “bem”, um pouco de “mal”, um pouco terreno, um pouco celestial, um pouco de Deus, um pouco de Homem. Na verdade é que “eu só sei que não” e por isso procuro saber. Acredito que o caminho mais próximo para isso é tentar fazer as coisas da forma mais proveitosa observando a hora de cada coisa em minha vida. Entretanto faço tudo visando o amor, pois acredito que a quantidade exata dele é infinita.

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